re

Destaques: Aplicativo Móvel Viva Segurança

18/05/2018 - 13h12 - SETA Engenharia
 

 
 
A Excelência em Segurança do Trabalho
 
A busca por maior competitividade, eficiência e menos perdas tem levado, cada vez mais, as organizações a injetarem recursos no desenvolvimento de sistemas de gestão de saúde e segurança, busca por certificações internacionais, entre outros. Entretanto, estas organizações ainda se deparam com acidentes do trabalho em suas atividades, o que para Richers (2009) pode ser determinado por uma cultura de segurança do trabalho. Logo conhecer a maturidade da cultura de segurança do trabalho em uma organização é essencial para o planejamento das mudanças.
 
Segundo Cooper (2001), estudos foram desenvolvidos nos Estados Unidos do início da década de 1960 ao fim da década de 1970, onde várias empresas foram estudadas a fim de se identificar as características principais de organizações com uma cultura em segurança madura e, consequentemente, com baixo índice de acidente do trabalho. Após os estudos, concluiu-se que estas empresas, em geral, apresentam:
 
Comprometimento da alta liderança com a segurança do trabalho;
Contato próximo e boa comunicação entre todos os níveis da organização;
Excelente controle das condições perigosas no trabalho;
Uma força de trabalho estável e madura;
Procedimento para seleção, contratação e promoção de colaboradores;
Promoção de treinamentos voltados para a segurança do trabalho, bem como acompanhamento da eficácia;
Planos contínuos reforçando a importância da segurança do trabalho, incluindo relatórios de quase acidentes.
 
Há diversos modelos de maturidade em segurança do trabalho disponíveis para utilização, os quais dividem tal maturidade em estágios. Basicamente, apresentam as características da organização que estão no estágio mais primitivo, ou seja, com pior cultura de segurança do trabalho, até organizações que são excelência no tema, estas as mais avançadas. É consenso entre os pesquisadores que a migração de estágios da organização deve ocorrer em sequência, estágio por estágio, em um processo normalmente lento e contínuo.
 
A imagem abaixo apresenta o modelo de maturidade em cultura de segurança proposto por Cooper e Finley.
 
 
Como buscamos a excelência

A SETA desenvolveu um estudo de sua cultura de segurança do trabalho, realizado no ano de 2016, onde diversas oportunidades de melhoria foram identificadas. A partir de então, estabelecemos ações estruturadas em busca da evolução de nossa cultura de segurança do trabalho.

Definimos nossas premissas básicas e o foco de nossa atuação nas atividades com alto potencial de risco, estabelecendo a meta de ZERO incidente de alto risco.
 
 
Dentre as premissas básicas de saúde e segurança do trabalho, reconhecemos a fundamental importância e o papel decisivo na busca pela excelência em saúde e segurança do trabalho: uma liderança comprometida e efetiva. Dentro deste contexto, investimos grande parte de nossas energias no desenvolvimento de nossos líderes, de modo a torná-los protagonistas na gestão de saúde e segurança.
 
Dessa forma, desenvolvemos uma estrutura de gestão voltada para o desenvolvimento e envolvimento direto dos líderes com a segurança do trabalho, dentre elas:
 
Análise Diária de Riscos - ADRI: ferramenta de planejamento e análise de risco do trabalho, a qual é preenchida diariamente pelo líder da equipe, constando exclusivamente as atividades e passos de trabalho do dia;
 
Diálogo Diário de Sustentabilidade - DDS: é a reunião diária de equipe, realizada pelo líder antes do início das atividades, onde a função básica é a comunicação da Análise Diárias de Riscos - ADRI. Após a comunicação da ADRI, outros assuntos podem ser abordados;
 
Avaliação ADRI/DDS: ferramenta utilizada pelas lideranças para acompanhamento e avaliação do preenchimento das ADRI’s e da forma de comunicação nos DDS. As lideranças possuem metas para a realização de observações;
 
Observação de Trabalho: ferramenta de observação comportamental, que é um método estruturado de observar atitudes das pessoas em suas tarefas, com o objetivo de encontrar oportunidades que possam orientar seu comportamento, reforçando os comportamentos seguros e acordando correções frente a desvios. As lideranças possuem metas para a realização de observações.
 
Com todas as ferramentas acima criadas que envolvem a participação dos líderes, inclusive com metas pré-estabelecidas e que precisavam ser acompanhadas, deparou-se com as seguintes situações:
 
Necessidade de melhoria na cultura dos líderes, de forma que a segurança do trabalho se torne um compromisso e não obrigação;
 
Dificuldade no acompanhamento do desempenho dos líderes.
 
Dessa forma, a criação de um aplicativo mobile, possibilitou a formação do hábito diário das lideranças em reportar suas atividades relacionadas, bem como maior facilidade no acompanhamento do desempenho de líderes.
 
O Aplicativo
 
O aplicativo móvel, denominado Viva Segurança, possui como principal objetivo aumentar o comprometimento das lideranças em segurança do trabalho, criando a cultura de participação proativa na prevenção de acidentes.
 
Nele, as lideranças cadastram suas atividades diárias de segurança do trabalho, as quais são divididas em obrigações, que são as atividades em que os líderes possuem metas para cumprimento, e os “compromissos”, atividades que vão além da obrigação e que de fato demonstram o interesse dos líderes com a segurança.
 
De acordo com o preenchimento das ferramentas, onde o nível de exigência varia de acordo com a função, as lideranças recebem pontos, os quais comporão o ICL – Índice de Comprometimento das Lideranças. Por meio deste, monitoramos o desempenho de cada líder em segurança do trabalho.
 
Além disso, dentro do campo dos compromissos, há duas ferramentas relevantes, o Reporte de Desvios e Reporte de Boas Práticas, os quais, assim que cadastrados, são reportadas às partes interessadas do processo através de um e-mail, o que proporciona uma melhoria no acompanhamento dos empreendimentos em execução.
 
O aplicativo Viva Segurança tem gerado resultados positivos, como maior eficiência no monitoramento do desempenho em segurança do trabalho das lideranças, bem como acarretando em maior envolvimento dos líderes com a segurança do trabalho.
 
Referências
COOPER, D. Improving Safety Culture: A practical guide. Kingston Upon Hull: Applied Behavioural Sciences, 2001. 271 p.
 
COOPER, D.; FINLEY, L. Strategic Safety Culture Roadmap. Franklin: B-safe Management Solutions Inc., 2013.
 
RICHERS, R. S. Cultura de segurança: estudo exploratório em organização com sistema OHSAS de gestão da saúde e segurança do trabalho. 2009. 294 f. Tese (Doutorado) - Curso de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
 
 
 
 
Notícias Relacionadas
 
 

Ouvidoria SETA


0800 649 3425 *Este canal não se destina ao recebimento de currículos